Washington, 18 (AE-DOW JONES) - O cenário de crescimento econômico na América Latina para o próximo ano "parece mais promissor" que o atual, graças, em parte, à queda nas taxas de juro e ao aumento dos preços das commodities, afirmou o secretário-assistente para assuntos internacionais do Tesouro dos EUA, Edwin Truman. Numa conferência na Flórida, Truman disse que embora as economias latino-americanas estejam atualmente em recessão, muitos governo da região vêm mantendo o compromisso com a disciplina fiscal e reformas. "Dessa forma, esse governos vêm fortalecendo os aspectos fundamentais de suas economias durante esse duro período", disse.
Para o secretário-assistente, os governos mantiveram políticas monetária e fiscal prudentes e adotaram medidas de reforma de seus setores financeiros, enquanto resistiam as pressões para reverter os processos de liberação comercial na região. "O desafio agora para os governos dos países latino-americanos é dar os próximos passos em direção a uma economia mais saudável. Em particular, eles devem persistir nas reformas, melhorar o gerenciamento da dívida pública e dos sistemas de taxas cambiais, para desfrutarem da confiança dos investidores, tanto locais como estrangeiros", afirmou.
Avaliando o atual cenário econômica na região, Truman destacou que os analistas do setor privado prevêem que o PIB dos países da América Latina provavelmente irá cair 0,5% em 1999, de um crescimento de 2,1% registrado em 1998 e de 5,1% em 1997. "O próximo ano será melhor, dada a recuperação generalizada dos preços das commodities - com exceção dos produtos agrícolas", disse Truman.
As taxas de juro de curto prazo, atualmente ao redor dos 17%, estão quase na metade do nível observado há um ano, e deverão continuar caindo, na avaliação do secretário-assistente. De acordo com projeções de economistas, o PIB da América Latina deverá voltar a crescer no ano 2000, com uma taxa de 3,2%. "O aumento da predominância de taxas cambiais flexíveis proporcionam mais oportunidades para manter os juros em declínio. Portanto, o cenário do próximo ano é mais promissor para o crescimento econômico na América Latina", afirmou Truman.

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