Rio, 17 (AE) - Vinte e cinco integrantes do Diretório Regional do PT do Rio, que constituem maioria dos 49 integrantes da direção, decidiram convocar reunião do diretório para o próximo domingo (21), para aprovar a permanência do partido no governo Garotinho. O encontro havia sido marcado para o dia 5 de dezembro pelo presidente do regional, eleito na Convenção do partido, deputado Carlos Santana, da Opção Popular. Santana defende a entrega de cargos no governo Garotinho.
Os membros do diretório que estão à frente da decisão fazem parte da ala "Articulação", da vice-governadora Benedita da Silva, que conta ainda com apoio de pequenas facções do PT do Rio. Hoje, eles enviaram uma carta a Santana explicando as razões para a mudança de data.
No documento, que tem a assinatura de, entre outros, Carlos Minc e Gilberto Palmares, os integrantes do diretório argumentam que é necessário "fortalecer a organização do Partido e dar cumprimento às demais resoluções" do 18º Encontro Nacional do PT do Rio. O grupo alega que a mudança de datas é fundamental para que uma série de assuntos sejam discutidos e decididos, entre eles a participação dos delegados do PT carioca no 2º Congresso do PT, que será realizado de 24 a 28 de novembro, em Belo Horizonte. "Não faz sentido o Rio de Janeiro chegar ao encontro nacional sem uma diretoria fechado", diz o ex-presidente do diretório municipal, André Braga.
Segundo o vice-presidente do PT municipal e porta-voz da "Articulação", William Campos, é necessário homologar a participação do PT no governo Garotinho. Para Campos, não há mais o que discutir: Carlos Santana, pivô de uma crise com o governador, que chamou o seu grupo de Partido da Boquinha, já se encontrou com Garotinho para acertar arestas. Além disso, diz Campos, Garotinho não aceitou que o PT entregasse os cargos que tem na administração estadual.
"Os motivos foram superados", diz Campos. "Optamos pela sociedade e não vamos ficar fixados em brigas internas", completou. Campos é categórico: o PT continua no governo e a único ponto que falta é a homologação do diretório. Os petistas que assinam o documento dizem que não discordam da pauta estabelecida por Santana para a reunião. Eles esperam uma resposta do presidente do diretório regional, mas garantem que o encontro de domingo acontecerá com ou sem o aval de Santana. "A reunião terá início assim que tivermos a 25ª assinatura, comprovando quórum", disse Campos.

mockup