Rio de Janeiro, 17 (AE) - A desembargadora federal Tanyra Vargas, concedeu hoje liminar para o pedido de habeas-corpus impetrado pelo advogado Carlos Kenigsberg, revogando a restauração de prisão preventiva de Temílson de Resende, o Telmo.
Principal suspeito no caso do "grampo" no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Telmo teve a restauração da prisão preventiva decretada pelo juiz Alexandre Libonati, da 2ª Vara Federal Criminal.
Em seu despacho, a desembargadora afirma: "a alegação de que o paciente voltará a delinquir é hipotética, bem como não vislumbro a possibilidade de frustação da aplicação da lei penal
já que o paciente é primário e tem bons antecedentes, como residência e emprego certos".
Funcionário da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Temílson de Resende foi detido no dia 28 de setembro após prestar depoimento na Justiça Federal porque havia um pedido de prisão preventiva contra ele.
Ele ficou em uma cela especial na Polícia Federal por menos de 24 horas. Na tarde do dia 29, a juíza da 2ª Vara Criminal da Justiça Federal, Cláudia Valéria Fernandes, revogou a prisão.
O Ministério Público Federal recorreu da revogação da prisão e entrou com recurso. A alegação era de que Telmo continuava cometendo escuta clandestina e que ameaçara o ex-policial federal Célio Arêas da Rocha e o procurador Arthur Gueiros.
Em seu depoimento à polícia, Rocha apontou Telmo e o detetive particular Adilson Alcântara Machdo como os autores do grampo. O MP obteve a restauração da prisão preventiva, mas Telmo não se apresentou à justiça. O seu advogado entrou com o pedido de Habeas Corpus.

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