Cairo, 17 (AE-ANSA) - Samia El Shuah, esposa de Hathem Roushdi
um dos pilotos que conduziam o Boeing 767 da Egyptair acidentado em 31 de outubro, descartou a hipótese de um suicídio e afirmou que pode ter ocorrido um atentado como origem do misterioso desaparecimento do avião.
"A hipótese de suicídio de um dos pilotos é absolutamente impossível. Para mim, deve ter ocorrido uma falha nas medidas de segurança dos Estados Unidos e alguém conseguiu colocar explosivo a bordo do avião", declarou a mulher.
A associação de pilotos da Egyptair também rechaçou, em comunicado assinado por seu presidente, Walid Mourad, a hipótese de suicídio de um dos pilotos do Boeing.
No comunicado, é recordado que "na história da aviação egípcia nunca existiu o caso de um piloto suicida".
"Os últimos exames médicos da tripulação do avião do incidente confirmaram a perfeita saúde e aptidão para voar dos pilotos, tanto física quanto psicológica."
O vice-presidente do comitê egípcio para análise de acidentes aéreos, o capitão Hassan El Saifi, voltou hoje ao Cairo, procedente dos Estados Unidos.
Dizendo não haver problema na colaboração com os investigadores dos Estados Unidos, El Saifi afirma que os próprios norte-americanos aparentemente determinaram que "os pilotos não tinham nenhum problema físico nem espiritual".





