Berlim, 17 (AE-DOW JONES) - O alemão Caio Koch-Wesel é o mais cotado para tornar-se o próximo diretor-gerente do FMI, disse um alto funcionário do G-7 ouvido pela Dow Jones em Berlim. Para ele, o único nome com força suficiente para superar o do secretário de Estado do Ministério das Finanças da Alemanha seria o do ministro britânico Gordon Brown. "Mas, por razões domésticas, Londres não vai indicar Brown, o que abre caminho para Koch-Weser", afirmou a fonte.
Na semana passada, um alto funcionário alemão havia dito que Koxh-Weser seria indicado para o comando do FMI pelo governo do país. O atual diretor-gerente, Michel Camdessus, da França, anunciara que deixará o cargo em meados de fevereiro do ano que vem. Tradicionalmente, o chefe do FMI é escolhido entre nomes indicados pelos países europeus do G-7, enquanto os EUA nomeiam o presidente do Banco Mundial. Com isso, os possíveis candidatos seriam de Alemanha, França, Itália e Reino Unido.
Segundo a fonte do G-7, o cargo foi mantido por um francês por tempo demais para que um novo candidato desse país seja considerado seriamente. "Mas eles poderão quer algo em troca: por exemplo, apoio político para assegurar que o presidente do Banco Central Europeu, Wim Duisenberg, deixe o cargo antes do fim de seu mandato e abra caminho para o presidente do BC francês, Jean-Claude Trichet", disse o funcionário.
Quando o holandês Duisenberg foi escolhido para chefiar o BCE
há alguns meses, o governo da França só aceitou seu nome depois que ele declarou que não ficará até o fim de seu mandato de oito anos. Comentou-se na época que os governos europeus teriam concordado que Trichet assumiria o BCE para a segunda metade do mandato.
A fonte do G-7 também disse que a Itália não tem o "candidato certo"; o nome citado tem sido do diretor-geral do T esouro italiano, Mario Draghi. Ao mesmo tempo, o Japão apresentou o nome de seu ex-vice-ministro das Finanças para Assuntos Internacionais, Eisuke Sakakibara. Segundo o funcionário do G-7, ele não tem nenhuma chance. "Ele ficou desacreditado quando propôs um Fundo Monetário Asiático, em 1997
para ajudar a região a sair de sua crise financeira. Os norte-americanos nunca o aprovariam", disse a fonte, concluindo que "excluídas todas as outras possibilidades, apenas Koch-Weser continua candidato".





