Varsóvia, 17 (AE-AP) - O Banco Nacional da Polônia, autoridade monetária do país, anunciou nesta quarta-feira (17) a elevação das taxas básicas de juros para conter o surto inflacionário. Hanna Gronkiewicz, presidente da instituição, disse que o Conselho de Política Monetária do banco decidiu elevar a taxa de intervenção de 14% para 16,5%.
Uma nota divulgada pelo órgão encarregado da condução da política monetária polonesa informa ainda que a taxa Lombarda também passou de 17% para nada menos que 20,5%, enquanto a taxa de desconto avançou de 15,5% para 19%. De acordo com o documento
a elevação tem o objetivo de elevar o custo do dinheiro para conter as altas de preços.
A taxa de intervenção é usada como referência para o limite máximo dos juros nos empréstimos interbancários de curto prazo. A taxa Lombarda funciona efetivamente como o teto dos juros no overnight e é utilizada nas linhas de crédito de emergência concedidas pelo banco central às instituições financeiras. Já a taxa de desconto serve de piso no refinanciamento entre instituições.
De acordo com os dados oficiais coletados pelo Escritório Central de Estatísticas, divulgados hoje, os preços ao consumidor subiram 8,7% em outubro, a um índice anualizado, ante uma alta de 8% em setembro, também em termos anuais. Para os economistas do banco central, essa elevação dos preços indica que a inflação anual ficará bem acima das metas fixadas para este ano, que estavam entre 6,6% e 7,8%.
Na avaliação de alguns especialistas da equipe econômica polonesa, principamente os integrantes do Conselho de Política Monetária do banco central, a inflação deste ano poderá chegar a 9%. No ano passado, a variação acumulada de preços ficou em 8,6%
mas foi também a primeira vez que o índice anual ficou abaixo de 10% desde que a Polônia adotou o programa de reformas recomendado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).





