São Paulo, 17 (AE) - O Instituto Ethos e o Centro de Estudos e Pesquisa em Educação e Ação Comunitária (Cenpec) lançaram hoje, em São Paulo, o manual "O Que as Empresas Podem Fazer pela Educação". A publicação é dirigida aos empresários e traz uma série de sugestões de como essas organizações podem ajudar a melhorar a escola pública. Serão distribuídos 3 mil exemplares.
Na primeira parte do livro há dicas de como melhorar o padrão educacional dos funcionários das empresas e de seus filhos. Outro capítulo aborda estratégias para o empresário estreitar o relacionamento com as escolas ou Secretarias de Educação e traz dicas de áreas em que a companhia pode atuar. O manual também mostra as experiências bem-sucedidas de investimentos empresariais na educação.
"Apesar de o número de parcerias estar aumentando, alguns empresários ainda têm receio de investir na educação", afirmou o presidente do Instituto Ethos, Oded Grajew. Isso porque eles encontram dificuldade em abordar os dirigentes escolares e muitos acreditam que não têm dinheiro suficiente para bancar os projetos. "Mas a contribuição pode ser de diferentes formas, não só com dinheiro, mas também com material e pessoal", disse Grajew.
Projetos - As empresas que pretendem investir devem ter em vista projetos que estejam de acordo com as necessidades das escolas. O único compromisso que elas devem ter é com a continuidade. "As mudanças na educação ocorrem no longo prazo"
explicou Maria Alice Setúbal, presidente do Cenpec.
No lançamento, o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, lembrou que ainda há 4% de crianças e adolescentes, entre 7 e 14 anos, fora das escolas. "As parcerias já trouxeram avanços para a educação nos últimos anos", disse. O ministro, entretanto, afirmou que as empresas precisam quebrar o preconceito de ajudar o governo nos projetos da educação. "Há algumas áreas em que pode haver cooperação, como os programas Alfabetização Solidária, Dinheiro na Escola e de Aceleração Escolar."





