Recife, 17 (AE) - Embora o Supremo Tribunal Federal (STF) tenha concedido, no dia 10, liminar determinando a expedição de alvará de soltura para dois dos militares envolvidos no transporte de 32,9 quilos de cocaína em avião da Força Aérea Brasileira (FAB), os beneficiados, o tenente-coronel aviador Paulo Sérgio Pereira e seu irmão, o oficial de reserva da Marinha Mercante, Luiz César Pereira de Oliveira, continuam presos na Base Aérea do Recife. O fato se deve, segundo o advogado dos militares, José Siqueira, ao "abuso de autoridade" do juiz da 7ª Vara Criminal do Recife, Hélio Wanderley de Siqueira Filho.
O juiz recebeu a determinação da soltura por fax e decidiu que só vai liberar os réus quando tiver em mãos o documento original do STF. Diante disso, o advogado entrou com outro habeas corpus, hoje, no Tribunal Regional Federal (TRF) contra o juiz. Os militares estão presos desde o dia 22 de abril e respondem a dois processos - um na Justiça Militar por ingresso de entorpecente em área militar, e outro na Justiça Federal por tráfico de droga. O tenente-coronel Pereira de Oliveira confessou ter levado as duas malas, sem saber o conteúdo, para a Base Aérea do Rio, onde foram transportadas no avião da FAB que iria para a Europa no dia 18 de abril.
Ele disse que estava atendendo a um pedido do major-aviador Luiz Antonio da Silva Greff, que também se encontra preso. Luiz César iria receber a mercadoria em Las Palmas, na Espanha. O avião e a droga foram apreendidos na madrugada do dia 19, na Base Aérea do Recife, durante escala técnica. Além de Greff, também se encontra preso na Base Aérea do Recife outro envolvido na operação ilegal, o tenente-coronel aviador Washington Vieira da Silva. Outros dois civis envolvidos
José Roberto Monteiro Zau e o ex-policial civil Adílson Nunes, estão foragidos.

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