Rio, 17 (AE) - Empresários do setor hoteleiro e turístico do Rio vão se reunir sexta-feira pela manhã com o secretário estadual de Segurança Pública, Josias Quintal, e com o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Sérgio da Cruz, para discutir as medidas de segurança adotadas pelo governo para diminuir a violência na cidade. O tema voltou a preocupar o setor desde a morte da francesa Martine Harlin, há 11 dias, assassinada depois de tomar um táxi pirata ao descer no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro.
Martine estava acompanhada do marido, o engenheiro Yves Halin, que participaria de uma convenção sobre segurança de vôo no Hotel Sofitel Rio Palace, em Copacabana. Outro dois turistas do mesmo encontro foram assaltados - um deles, o canadense Norman Bobbitt, levou duas facadas no braço esquerdo. "A imagem da cidade vem sendo reconstruída aos poucos e a morte da francesa acabou caíndo como uma bomba", diz a gerente de marketing da Rede Othon, Letícia Bezerra de Melo. "O efeito negativo não será sendido a longo prazo".
A reunião com os empresários e donos de hotéis foi marcada pelo próprio Quintal, que, apesar de alegar que a violência tem diminuido na cidade, deverá ouvir muitas queixas e sugestões. A diretora da Associação Brasileira de Agências de Viagem (Abav) do Rio, Vera Toter, acredita que uma das saídas é aumentar o policiamento ostensivo. "Não adianta colocar apenas a viatura, é preciso que o turista sinta que o policial está perto, visível", afirma. Vera sugere também que o governo estadual crie "corredores turísticos", onde o visitante possa circular tranquilamente.
O subcomandante do 19ª Batalhão da PM, coronel Marcos Pinto, que cuida da área de Copacabana e do Leme, defende a atuação da polícia e coloca parte da culpa pela violência nos próprios hotéis que "não avisam" aos turistas os lugares que eles devem evitar frequentar. Letícia, da Rede Othon, rebate: "Por mais que recomendemos ao turista que evitem certos lugares
mas não podemos passar a idéia que ele está numa cidade sitiada". Ela também acredita que a solução para diminuir o número de roubos e assaltos está em um maior policiamento das ruas.
Segundo o coronel, 40 policiais fazem a segurança de Copacabana. Nos finais de semana, o efetivo dobra. O subcomandante disse ainda que a área conta ainda com um três viaturas e duas motoqueiros do Grupo Especial de Atendimento ao Turista (Geat).

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