Rio, 17 (AE) - O ex-policial militar Valdeir Rezende dos Santos, acusado de participação na Chacina de Vigário Geral, que deixou 21 mortos em 1993, começou a ser julgado hoje à tarde no 2.º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. Até o início da noite o julgamento não havia terminado. O ex-policial alegou inocência perante o juiz José Geraldo Antônio. "Me considero um injustiçado, sou inocente", afirmou. Dois defensores públicos assumiram a defesa de Santos após seu advogado desistir da causa.
Ao ser interrogado, o ex-policial contou que ingressou na Polícia Militar com 20 anos e permaneceu na corporação por 23 anos, até ser expulso, sem "nunca ter se envolvido com atividades criminosas". Ele alegou que estava com a namorada em um clube no momento do crime. Santos foi denunciado por 21 homicídios duplamente qualificados e quatro tentativas de homicídio duplamente qualificado. O Ministério Público arrolou cinco testemunhas e a defesa, duas. Absolvidos - De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público, além de Santos - 17º réu a ser julgado - outros 32 policiais participaram do crime. O 2.º Tribunal do Júri já condenou quatro ex-policias e absolveu 12 dos acusados de participação na Chacina de Vigário Geral, ocorrida na madrugada de 30 de agosto de 1993.

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