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quarta-feira, 17 de novembro de 1999
Por Sérgio Bueno 
Porto Alegre, 17 (AE) - O presidente da BR Distribuidora
Luiz Antônio Viana, disse hoje a empresários gaúchos que os produtores de álcool estão dando "um tiro no pé" com os reajustes no preço do combustível nas últimas semanas. De acordo com Viana, depois de várias medidas governamentais, federais e estaduais, para estimular a venda de carros a álcool, o setor está perdendo a oportunidade de firmar o produto como combustível no País.
Na opinião dele, o segmento precisa ser estruturado "de uma vez" para acabar com as oscilações violentas de preços quando há excesso ou redução de produção. Viana explicou que a BR, do Grupo Petrobras, não está elevando os preços do álcool para os postos, mas limitou as entregas aos níveis médios dos três últimos meses para evitar especulação. A BR limitou a 200 milhões de litros por mês a compra das usinas.
Segundo ele, o segmento responde por apenas 4% das vendas brutas da empresa, que somaram R$ 10,5 bilhões em 1998 e R$ 9,3 bilhões nos nove primeiros meses deste ano.
Conquista - A BR Distribuidora iniciou uma batalha para aumentar em cerca de 20% sua participação nas vendas em postos de abastecimento no País em cinco ou seis anos. Hoje ela detém 24,5% do mercado, mas quer ter 30%. No mercado total de combustíveis, a companhia é líder, com 34%.
Segundo o presidente da BR, a estratégia passa por campanhas agressivas para conquistar e manter clientes. O plano inclui o controle e certificação dos combustíveis vendidos na rede de 7,3 mil postos credenciados no País e a criação do ombudsman.
A distribuidora também está com processos judiciais descredenciar 200 postos que ostentam a bandeira BR sem adquirir seus produtos. "A desregulamentação transformou o mercado num inferno", comentou Viana.


