São Paulo, 17 (AE) - O Bradesco concluiu hoje uma captação de US$ 100 milhões em eurobônus, provavelmente a última deste ano. A taxa de retorno para o investidor (yeld) ficou em 9 17% ao ano, ante os 9,40% pagos na última emissão feita pelo banco no dia 17 de setembro, de prazo idêntico (18 meses) e mesmo valor. A redução mais expressiva, no entanto, se verificou no prêmio da operação, que considera como referencial a taxa de juros do tesouro norte-americano.
De acordo com o diretor do Bradesco José Guilherme Lembi de Faria, o prêmio da operação de hoje ficou em 335 pontos base, enquanto que na operação de setembro o prêmio ficou em 418 pontos. "Uma queda substancial levando-se em conta que os juros do tesouro americano subiram nesse período". Na opinião do executivo, as condições da operação refletem a melhora do cenário financeiro para os países emergentes de uma maneira geral, especialmente o Brasil. As emissões do País contribuíram para melhorar a curva de juros do papel.
Segundo Faria, a operação estava pronta desde a semana passada, mas o banco esperou passar a reunião do banco central norte-americano (Federal Reserve), realizada ontem (16), em que foi anunciada mais uma alta na taxa de juros de curto prazo. A intenção era de garantir aos investidores maior segurança na compra do papel, possível depois que ficou definida a trajetória da taxa norte-americana no curto prazo.
Além de um cenário mais favorável, a emissão também atende a demanda de clientes por esse tipo de recursos, que serão repassados por meio da Resolução 63 e 63 Caipira, destinados ao financiamento de capital de giro. "Um sinal de que a economia já apresenta um crescimento marginal", afirmou. Com a captação de hoje, o total das emissões feitas pelo Bradesco soma US$ 1,226 bilhão, um resultado praticamente igual ao do ano passado, de US$ 1,3 bilhão.

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