Washington, 17 (AE-DOW JONES) - As mudanças provocadas pela tecnologia no mercado de trabalho fizeram crescer de maneira "preocupante" a diferença entre os salários de trabalhadores capacitados e não-capacitados.
A afirmação é do economista-chefe do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, Harry Holzer. "Vemos que a desigualdade cresceu dramaticamente nos EUA, entre as pessoas que têm caacidades avançadas e as que não as têm", disse Holzer em palestra no Clube Nacional dos Economistas em Washington.
Segundo ele, o "retorno da educação" (a diferença de salários entre trabalhadores com e sem educação) dobrou desde o fim dos anos 70. Em 1979, a diferença de salários entre pessoas com diploma de segundo grau e pessoas com formação superior era de 35%; ela cresceu para 70% este ano.
Ao mesmo tempo, disse o economista, o salário real médio dos homens menos educados "caiu significativamente". "O fato de um grupo tão grande de trabalhadores ter sofrido um golpe tão forte e por tanto tempo em seus rendimentos não tem precedentes, até onde eu sei. É algo com que devemos nos preocupar", acrescentou.
Holzer observou que a taxa de desemprego estava em 4,1% no mês passado; entre os trabalhadores com menos do que um diploma de segundo grau, ela era de 6,6%; entre aquelas com formação universitária, ela era de apenas 1,7%.





