Brasília, 17 (AE) - A Casa da Moeda já está pronta para começar a produzir as cédulas de plástico. Em comemoração aos 500 anos do Descobrimento do Brasil, a partir de abril estarão sendo lançadas 125 milhões de notas de R$ 10 de plástico. Outros 125 milhões destas cédulas serão colocados em circulação no ano 2001. Segundo George Jacobs, executivo principal da UCB, empresa belga que fornecerá matéria-prima para a produção das novas notas, a maior vantagem da cédula de plástico é que elas são difíceis de falsificar. Ele destacou, ainda, que estas notas duram quatro vezes mais que as de papel, são recicláveis e não rasgam.
Jacobs está no Brasil para a assinatura, amanhã, do protocolo de produção das notas. Junto com executivos da Securency (empresa formada com capital da UCB e do Banco Central da Austrália, o primeiro no mundo a adotar o dinheiro de plástico), Jacobs garantiu que hoje todos os bancos centrais do mundo estão interessados nas novas cédulas. "As notas de plástico são mais caras de produzir mas por durarem mais e tornam-se baratas", afirmou o executivo belga. O Brasil é o primeiro País nas Américas a adotar o novo dinheiro.
Fáceis de manusear, as cédulas de plástico também podem ser produzidas pelo mesmo maquinário e sistema adotado na impressão de notas de papel. Outra vantagem destacada por Jacobs é que elas podem ser impressas com o que ele chamou "janela". Ou seja, um detalhe do desenho da nota é transparente. Neste detalhe, pode ser feito outra ilustração em alto relevo.
Além de dificultar a falsificação, este detalhe permite que as pessoas cegas possam saber que cédula estão manuseando. Por causa desta alternativa, a falsificação na Austrália caiu bastante. No total de 600 milhões de cédulas em circulação, somente 200 unidades sofreram uma alteração grosseira. Depois de copiar as cédulas, os falsificadores cortaram um pedaço e substituíram a "janela" transparente por um pedaço de durex.
As notas de dez serão colocadas em circulação para serem testadas pela população. À medida em que forem sendo aceitas, outras notas de plástico começarão a ser impressas. Mas no contrato fechado com a Securency, o Banco Central não especificou prazo. Um dos executivos da empresa afirmou que uma nova substituição de todo o meio-circulante no Brasil vai depender da resposta da população e também da disponibilidade de recursos do governo.

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