São Paulo, 17 (AE) - Os fabricantes de chocolates, panetones, caramelos e confeitos esperam faturar com as festas de fim de ano o equivalente a US$ 353 milhões. A produção do setor neste ano deverá superar em 5% a 7% a de 1998, que somou 329 mil toneladas de chocolates e 435 mil de balas e confeitos.
A principal novidade do setor será as embalagens comemorativas à chegada do ano 2000 que, segundo os fabricantes, deverá impulsionar as vendas. "Teremos dois Natais, um no dia 25 de dezembro e outro no dia 1º de janeiro", disse João Diogo, diretor Comercial da Village.
Boa parte dos produtos chegará ao consumidor a preços iguais aos do ano passado, segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Cacau, Balas e Derivados (Abicab), Getúlio Ursulino Netto. "Durante o ano tivemos aumentos médios de 8% principalmente por causa da desvalorização cambial, mas não está sendo possível repassar o custo ao varejo."
O gerente da Nestlé, Márcio Ohta, acredita que alguns produtos estão mais baratos em comparação a 98. A caixa de bombons Especialidades, por exemplo, recebeu retoques com desenhos alusivos ao Natal e ao Ano Novo e o preço deverá ser mantido na faixa de R$ 3,50. A Nestlé está investindo R$ 2 milhões para a divulgação e o lançamento de produtos específicos para o fim de ano e prevê crescimento de 20% nas vendas.
A Bauducco espera vender 14,5 milhões de panetones ante os 13,4 milhões do Natal passado. Líder no segmento, a empresa fez uma parceria com a Fundação Abrinq e doará parte do valor arrecadado com as vendas às instituições sociais que atendem mais de 10 mil crianças, segundo a gerente de Produtos Renata Borges. O investimento na campanha de fim de ano, que inclui lançamentos como o panetone Gran Natale, é de R$ 2,5 milhões.
A Visconti espera faturar R$ 30 milhões no Natal com vendas entre 10% e 12% maiores do que no ano passado. A empresa contratou 300 trabalhadores temporários para a produção de panetones e 1.500 promotoras e degustadoras para para atuarem nos pontos de vendas. O investimento é de R$ 3 milhões. Uma das novidades é a embalagem de um quilo (lata), que faz alusão às comemorações dos 500 anos do descobrimento do Brasil.
Bombom com recheio de musse e personalizados são as novidades da Garoto, que pretende vender 63 mil toneladas de chocolate neste ano, 15% a mais do que no ano passado. Entre os produtos que puxam as vendas, segundo o diretor comercial Ubiracy Fonseca, está o Batton branco, lançado recentemente. "A fábrica está operando com capacidade total nessa linha", disse. A Garoto é a maior exportadora brasileira e neste ano está vendendo para 40 países 10% de sua produção.
As empresas Lacta, Arcor, Ferrero, Montevérgine, Pan, Serrazul e Cacau Show também mostraram hoje as suas novidades para o fim do ano. De acordo com a Abicab, o Brasil é o quinto maior produtor de chocolates do mundo, atrás dos Estados Unidos, da Alemanha, do Reino Unido e da França. O mercado brasileiro de chocolates, gomas de mascar, balas e confeitos movimenta US$ 6,2 bilhões por ano.

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