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terça-feira, 16 de novembro de 1999
Por Clayton Levy 
Campinas, SP, 16 (AE) - O advogado Arthur Eugênio Mathias não conseguiu convencer a CPI do Narcotráfico de que seu relacionamento com o empresário Willian Walder Sozza seria apenas profissional. "Ele (Mathias) está envolvido com Sozza até a raiz dos cabelos", afirmou hoje o presidente da CPI, deputado Magno Malta (PDT-ES), durante o depoimento do advogado. Os parlamentares aprovaram a quebra de sigilo das contas bancárias, fiscal e telefônica de Mathias.
Afirmando não ter nenhuma dúvida de que Mathias fazia parte da suposta quadrilha coordenada por Sozza, o presidente da CPI disse que o advogado poderá ser indiciado. "Vamos avaliar se isso será necessário", afirmou Malta, pouco antes de Mathias ser submetido à acareação com o motorista Jorge Meres, considerado a principal testemunha do caso. Na primeira parte do depoimento, o advogado garantiu não conhecer Meres.
Para o presidente da CPI, Mathias caiu em "contradições patentes", capazes de reforçar as suspeitas sobre o seu envolvimento com Sozza. O advogado admitiu, por exemplo, que conhecia o bicheiro Moacir Sassi, assassinado no Mato Grosso. "Sassi era ligado a Sozza", observa o presidente da CPI, afirmando que isso representa uma informação "extremamente comprometedora".
O deputado Robson Tuma (PFL-SP) se irritou com Mathias quando o advogado disse não saber onde estava no dia 23 de março desse ano, quando a BMW de Sozza, então seu cliente, foi apreendida por policiais do 4º distrito policial de Campinas. "Como um advogado não sabe que seu cliente estava na delegacia?" questionou o deputado. "Não tomei conhecimento dessa apreensão", rebateu Mathias.


