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terça-feira, 16 de novembro de 1999
Por Renata Rondino 
Campinas, SP, 16 (AE) - O advogado Arthur Eugênio Mathias, que prestou serviços jurídicos para o empresário Wilian Sozza, acusado de ser um dos chefes do crime organizado em Campinas, negou hoje à CPI do Narcotráfico ter servido de intermediário para a libertação do motorista Jorge Meres, envolvido em roubo de cargas. Mathias, que também atuou como advogado do ex-presidente do Guarani Beto Zini e chefiou por alguns anos o departamento jurídico do clube, afirmou não conhecer Meres, autor das primeiras revelações sobre o esquema de roubo de cargas e lavagem de dinheiro em Campinas (SP).
Segundo essas revelações, Meres trabalhava para Willian Sozza e foi preso em São Paulo com uma carga de cigarros roubada a mando do empresário. Ainda de acordo com o motorista, que teria ficado preso no 37º Distrito Policial, sua libertação foi negociada pelo advogado Mathias, cabendo aos policiais uma parte da carga roubada, posteriormente vendida para o mesmo empresário Sozza. "Isso é mentira, eu nunca estive em distrito nenhum em São Paulo", afirmou Mathias. Quanto às suas relações profissionais com o empresário Sozza, Mathias disse tê-lo defendido "quatro ou cinco vezes" em causas cíveis e trabalhistas. Seu último contato com Sozza foi no dia 15 de outubro, quando o empresário lhe telefonou. Mathias acrescentou ter sugerido ao empresário que se apresentasse, conselho rejeitado. O advogado disse que no último dia 18 conversou com os irmãos de Sozza informando que não atuaria mais para o empresário.


