Campinas, SP, 16 (AE) - O prefeito de Campinas, Francisco Amaral (PPB), disse, por sua assessoria, que não vai depor amanhã (17), às 14 horas, na Comissão Processante da Câmara de Vereadores. Amaral afirma que só aceitaria dar explicação aos vereadores se houvesse maior representatividade de partidos na comissão. E, ainda assim, somente por meio de questionário escrito e enviado a seu gabinete. O prefeito manterá como testemunha de defesa o vereador Sérgio Benassi (PC do B), presidente da comissão e que se recusa a depor.
Os vereadores convocaram o prefeito antes de ouvir as testemunhas, para dar a ele nova oportunidade de defesa. Ao final do processo, Amaral terá cinco dias para se defender.
O autor das denúncias, Fábio Henrique Custódio, que apontou sete irregularidades político-administrativas que o prefeito teria cometido, será ouvido na comissão no período da manhã. Ele formulou as denúncias em um dossiê com mais de 4 mil páginas, entregue aos vereadores, que acabou dando origem à CPP (Comissão Processante do Prefeito).
O prefeito de Campinas é acusado, entre outras coisas, de ter cometido irregularidades em contratos de terceirização da merenda escolar, vigilância de prédios públicos e dos serviços de coleta do lixo. Também é acusado de contratar funcionários sem concurso público e de ter efetuado pagamento de supersalários, além de nomeação irregular de pessoal.
A partir de quinta-feira (18) serão ouvidas as testemunhas. Pela manhã, depõem Jerônimo Nazário, secretário da Administração
e, no período da tarde, álvaro César Iglesias, secretário de Finanças. Na sexta-feira, serão ouvidas outras duas testemunhas: o advogado Paulo Guimarães Leite, ex-ouvidor público, e Adriana Jiacomini, secretária de Obras.
Os depoimentos prosseguirão na próxima semana. Na segunda-feira, Duílio César Pioli, diretor financeiro da Empresa de Desenvolvimento do Campinas (Emdec) e Laércio Terentin, funcionário do Departamento de Serviços Urbanos. A terça-feira foi reservada para a testemunha do prefeito, que deveria ter sido indicada hoje no lugar do vereador Sérgio Benassi (PC do B)
que se recusou em depor por ser presidente da comissão.
Pelo cronograma elaborado, os trabalhos da comissão devem ser concluídos ainda este ano. "Até o dia 15 de dezembro, antes do recesso, o processo de cassação deve ser votado pela Câmara"
disse Benassi.

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