PUBLICAÇÃO
terça-feira, 16 de novembro de 1999
Por Murilo Fiuza de Melo 
Rio, 16 (AE) - O governador do Rio, Anthony Garotinho (PDT), reforçou a sua segurança após ter entregue o relatório aos deputados da CPI do Narcotráfico, com nomes de policiais envolvidos com traficantes. Nos deslocamentos para visitas oficiais e no Palácio Guanabara, ele está sendo protegido por nove seguranças - antes eram quatro homens - que o acompanham discretamente. As pressões também atingiram o coordenador de Segurança Pública, Luiz Eduardo Soares, e o secretário de Segurança, coronel Josias Quintal, que já foram ameaçados de morte.
Garotinho, que está despachando no Guanabara, tem dito que não vai aceitar intimidações, mas admite o reforço na segurança, segundo ele por precaução. O governador não revelou o tipo de ameaças que vem sofrendo e de onde elas estão partindo.
Ontem (15), nove seguranças em três carros acompanharam Garotinho até Copacabana, onde ele abriu a 16ª Reunião Ordinária da Comissão Internacional para Conservação do Atum Atlântico.
Segundo o Serviço de Inteligência da Polícia Militar, as ameaças contra às autoridades de segurança do Estado estariam partindo de um extinto grupo da Polícia Civil, investigado pela CPI do Narcotráfico. Alguns investigadores desse grupo teriam participado dos trabalhos para solucionar o sequestro do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugênio Vieira Filho.
Soares e Quintal não foram encontrados hoje pela reportagem. Os dois foram a Brasília para o encontro nacional de secretários de segurança, comandado pelo ministro da Justiça, José Carlos Dias.


