Washington, 16 (AE-DOW JONES) - Os líderes republicanos do Congresso e a Casa Branca chegaram hoje (16) a um acordo para permitir que o Fundo Monetário Internacional reavalie suas reservas de ouro para custear o programa de redução do nível de endividamento externo dos países pobres. Pelo pacto, o lucro de US$ 3,1 bilhões obtido com a reavaliação das reservas do Fundo será destinado ao cancelamento das dívidas das 33 nações mais pobres do mundo.
Com o acordo, o FMI fica autorizado a usar imediatamente 64 3% do total dos juros obtidos com a reavaliação do ouro para o estabelecimento de um fundo destinado a aliviar a dívida dos países pobres a partir do ano que vem. A utilização dos 35,7% restantes ficará condicionada à reavaliação do programa por parte do Congresso norte-americano em maio do ano 2000.
Conforme o líder da maioria na Câmara dos Deputados, Dick Armey (do Estado do Texas), os republicanos conseguiram garantir a retenção de parte dos recursos para nova avaliação do Congresso. "Também conseguimos fazer com que o FMI realizasse algumas reformas que vão assegurar maior transparência e, mais ainda, fazer com que a instituição divulgue seu balanço", afirmou.
A aprovação do Congresso norte-americano era necessária porque o ouro é de propriedade do governo dos Estados Unidos e de outros países membros do FMI. O acerto de hoje só foi possível porque os especialistas do Tesouro negociaram com os parlamentares republicanos para que o pacto pudesse ser selado pelo secretário Lawrence Summers, antes da votação.





