Brasília, 16 (AE) - O Brasil deverá iniciar em abril do próximo ano a maior exposição de artes visuais já feita no País, e que deverá viajar pelo mundo até dezembro de 2004.
Os objetivos da mostra foram apresentados nesta noite à Comissão de Relações Exteriores do Senado pelo presidente da entidade responsável pela mostra, a Associação Brasil 500 Anos Artes Visuais, Edemar Cid Ferreira.
A associação é ligada à Fundação Bienal de São Paulo. Ferreira explicou que a mostra terá 5.800 obras, com peças da época anterior ao descobrimento até a atualidade.
A mostra será iniciada em São Paulo, onde ocupará todos os prédios do Parque do Ibirapuera, com área superior a 55.000 metros quadrados.
"A exposição tem um sentido político muito grande, pois pretende promover a auto-estima do povo brasileiro ao mostrar o acervo do País e criar uma referência", explicou Ferreira.
Ele informou que a mostra irá circular pelo mundo a partir de abril de 2001, passando por Nova York, Washington, Londres, Paris, Bilbao, entre outras cidades.
No exterior, a exposição será feita em parceria com os museus que alojarem a mostra. Isto ajudará, segundo Ferreira, a valorizar a imagem do Brasil.
"No momento em que fazemos uma exposição com o aval da curadoria do Museu Guggeinheim, em Nova York, por exemplo, isso significa um aval ao Brasil, e faz com que os formadores de opinião passem a ter uma visão deferenciada do país", avalia Ferreira.
A estimativa dos organizadores é que a mostra tenha 10 milhões de visitantes, dos quais 1,5 milhão apenas em São Paulo. A exposição está orçada em R$ 40 milhões, dos quais R$ 25 milhões deverão ser gastos no Brasil, no próximo ano.
Depois de São Paulo, a mostra será levada ao Rio de Janeiro, Salvador, Brasília e Recife, e circulará ao todo em 16 capitais brasileiras. Uma das principais atrações da mostra será a carta que Pero Vaz Caminha escreveu em 1500 ao Rei de Portugal informando sobre a descoberta do Brasil.
Será criada também no Parque do Ibirapuera uma concha acústica
com 500 metros quadrados, que deverá fazer o papel de um museu virtual. A concha estará ambientada como uma caverna, e será palco de um filme digital de aproximadamente meia hora mostrando imagens dos principais sítios arqueológicos e antropológicos brasileiros. "Será como um túnel do tempo", explicou Edemar Cid Ferreira.

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