Brasília, 16 (AE) - O governo federal começou a apertar, hoje, o cerco a pessoas acusadas de ligação com a máfia italiana. A Receita Federal autuou o italiano Fausto Pellegrinetti, apontado como um dos chefes da organização criminosa, por sonegação. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) investiga o envolvimento do italiano com lavagem de dinheiro no Brasil. Pellegrinetti seria um dos principais "capos" da máfia italiana e tem negócios em Bauru (SP), na área de bingos.
A Receita descobriu que o acusado está sonegando impostos, mas não divulgou as quantias nem a multa aplicada. Pellegrinetti é ligado a Lilo Rosario Lauricella, que tem negócios no Brasil em sociedade com outras pessoas ligadas à máfia. Seu nome aparece na carta rogatória que a Divisão Antimáfia da Itália enviou ao Brasil em janeiro, para investigação. Além de Pellegrinetti, o governo já sabe que outras pessoas ligadas a Lauricella estão no Brasil. Lauricella está preso na Itália por tráfico de cocaína e heroína, mas tem representantes no País. Um desses representantes seria o espanhol Alejandro Ortiz de Viveiros. O filho de Viveiros, Alejandro Ortiz Fernandes, conseguiu o primeiro certificado de autorização de máquina de bingo deste ano junto ao Instituto do Desenvolvimento do Desporto (Indesp). Uma das pessoas que ajudaram a redigir a Portaria 23, que regulamentava as máquinas de bingo eletrônico, foi Tiago Loureiro, procurador das empresas da família Viveiros.
O francês Julien Filippeddu, segundo a carta rogatória da Itália, também é procurado pela polícia italiana e estaria em território brasileiro.

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