Brasília, 16 (AE) - Pesquisa divulgada hoje pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), em Brasília, revela um alto índice de aprovação a reformulação do Código Penal para que infratores com mais de 16 anos sejam responsabilizados criminalmente. De acordo com a pesquisa, realizada dias 06 e 07 pelo Instituto Vox Populi com 2 mil pessoas de todo País, 84% dos entrevistados defendem a mudança da lei penal brasileira para que menores infratores respondam por seus crimes como adultos, enquanto 12% discordam.
O Vox Populi aproveitou a divulgação maciça das rebeliões de menores na mídia no final do mês passado para saber a opinião das pessoas sobre a reformulação do Código Penal. Mais da metade dos entrevistados (67%), porém, defende penas alternativas para os infratores, como a prestação de serviços à comunidade, em lugar da detenção. Na opinião de 16% dos entrevistados, aumentar o número de presídios poderia ser uma alternativa para enfrentar a criminalidade entre menores. Só 9% das pessoas ouvidas, no entanto, defendem a liberdade destes com acompanhamento das autoridades.
Tráfico - Conforme a pesquisa, o tráfico de drogas é o principal motivo que leva um jovem à infração, na avalição de 500 entrevistados (25%), seguidos pelo descaso da família (22%) e o desemprego (20%). Para 92% dos entrevistados o número de menores infratores tem crescido nos últimos anos. A maioria da população (89%) tomou conhecimento das recentes rebeliões em unidades de confinamento de menores, mas mostra-se dividida sobre o principal responsável.
Em primeiro lugar aparece o governo federal (27%), seguido pelos próprios menores (23%), os governo dos Estados (22%); os funcionários desses estabelecimentos (19%). Foram apontadas ainda como causas a ausência de políticas sociais (12%), falta de religião (9%), descaso da sociedade (5%), e falta de policiamento (4%). Pena de morte - O diretor-presidente do Vox Populi, João Francisco Meira chamou a atenção para o aumento da preferência das pessoas com relação a adoção da pena de morte no País. Quase a metade dos entrevistados (49%) concorda com a adoção de pena de morte, enquanto 44% são contra e 4% não souberam responder. Segundo ele, está é uma questão relevante, porque a população brasileira sempre foi em ampla maioria contrária a essa prática.
Uma das razões possíveis para a mudança, disse, pode ter sido o crime praticado pelo estudante de medicina em um cinema do MorumbiShopping, em São Paulo, há duas semansa. "A pesquisa foi realizada no final de semana seguinte aos assassinatos, que chocaram toda a sociedade", obervou.

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