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terça-feira, 16 de novembro de 1999
Por Demétrio Weber 
Brasília, 16 (AE) - O chefe do Centro de Transferências Tecnológicas do Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos, Curtis Barret, afirmou hoje que o número de catástrofes climáticas no mundo, como tempestades e enchentes, vai aumentar nos próximos anos. "Independentemente do grau de desenvolvimento do país, o máximo que se pode fazer é reduzir os efeitos dos desastres", disse ele, após a abertura do Simpósio sobre Prognóstico de Inundações para as Américas, promovido pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas, em Brasília.
Documento das Nações Unidas distribuído no evento revela que, no ano passado, as perdas econômicas causadas por problemas climáticos atingiram R$ 92 bilhões em escala mundial. Tempestades, inundações, secas e incêndios mataram 32 mil pessoas no planeta. "Existe uma tendência alarmante de crescimento da população que vive em áreas ribeirinhas e sujeita à ação de enchentes", observou Barret. Brasil - Segundo o diretor do Instituto Nacional de Meteorologia do Ministério da Agricultura (Inmet), Augusto César Athayde, é impossível prever o impacto das mudanças climáticas no Brasil. "Mas sabemos que os efeitos serão maiores, porque a população aumentou", disse Athayde. O diretor citou a diversidade geográfica brasileira como um dos fatores que impedem projeções nacionais nesse sentido. "O Rio Negro subiu 29 metros este ano, mas os efeitos foram pequenos sobre a população", afirmou. "Em São Paulo, porém, 100 milímetros de chuva causam prejuízos para muita gente".
Athayde disse que as previsões meteorológicas com mais de 60% de acerto para um período de até cinco dias são consideradas satisfatórias. "Após esse período, a precisão de qualquer previsão cai muito", concordou Barret, informando que, com antecedência de um mês, o máximo que se pode fazer são previsões genéricas para grandes regiões.


