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terça-feira, 16 de novembro de 1999
Por Hugo Marques, especial para a AE 
Brasília, 16 (AE) - A ameaça de invasão da fazenda do presidente Fernando Henrique Cardoso foi um dos principais temas de discussão no encontro dos secretários de segurança pública e o Ministério da Justiça, hoje. O secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Paulo Castelo Branco, chegou a anunciar pela manhã de hoje que a fazenda tinha sido invadida, mas desmentiu mais tarde, depois que a notícia já tinha sido divulgada.
O chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Alberto Cardoso, recebeu durante o encontro, na Academia Nacional de Polícia, um telefonema do Serviço de Inteligência informando que a ameaça de invasão não tinha sido concretizada pelos 140 sem-terra. A ordem do presidente Fernando Henrique Cardoso, segundo o general, era a de ouvir as reivindicações dos manifestantes e não regir com violência.
O ministro da Justiça, José Carlos Dias, deixou a reunião com os secretários para dizer que a ameaça de invasão não fazia sentido, pois a fazenda é produtiva. Dias afirmou que os sem-terra queriam fazer pressão para conseguir financiamento. O governo federal chegou a mobilizar alguns policiais federais para uma suposta intervenção, mas a equipe nem chegou a viajar para a fazenda do presidente. O governador de Minas, apesar de hoje ser um desafeto do presidente, providenciou policiais militares dos municípios vizinhos.


