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terça-feira, 16 de novembro de 1999
Por Paula Puliti 
São Paulo, 16 (AE) - A Sadia encerrou o terceiro trimestre do ano com prejuízo de R$ 39,5 milhões, ante lucro de R$ 30,4 milhões no mesmo período do ano passado. A receita operacional líquida, no entanto, cresceu 19,8%, para R$ 700,7 milhões, entre julho e setembro. Antes do resultado financeiro, o lucro da Sadia (operacional) cresceu 31,9%, para R$ 51,6 milhões. Luiz Fernando Furlan, presidente do Conselho de Administração da Sadia, disse que a desvalorização do real no início do ano vem tendo forte impacto nas dívidas dolarizadas da empresa. Não fosse isso, o resultado da Sadia no ano teria sido positivo. "O câmbio anula os ganhos com aumento de exportações", disse o empresário, que recebeu hoje o prêmio Personalidade de Vendas 1999 da ADVB (Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil).
Furlan reiterou que essa não é uma situação apenas da Sadia, mas de várias outras companhias brasileiras. Para o fim deste ano, a Sadia acredita que não haverá queda na demanda, comparativamente ao ano passado. A Sadia projeta aumento de oferta de 5% para o período próximo ao Natal, sem que haja falta de mercadorias nas prateleiras.
Furlan disse que a Sadia vai manter a estratégia de aumentar as exportações e incrementar a linha de produtos congelados. A empresa deve ampliar a linha de sobremesas, no próximo ano, dentro da concepção que esses são produtos, de maior valor agregado, também são altamente exportáveis. Atualmente, as vendas externas correspondem a um percentual entre 20% e 30% do faturamento total da Sadia.
A Sadia quer ser a empresa líder no Mercosul, disse Furlan. A empresa está expandindo sua participação no Chile e no Uruguai e mantém o interesse nos outros países da região. Furlan considera o acordo assinado entre a China e os Estados Unidos no domingo uma boa notícia, já que auxilia a entrada do gigante asiático na Organização Mundial de Comércio (OMC).
Na avaliação do executivo, um mercado de representa 20% do consumo mundial não pode ficar de fora da organização. A China, disse, também terá de fazer acordos com outras economias importantes para conseguir aprovação para sua entrada na OMC. Nessa lista ele inclui o Brasil, que tem vários negócios com a China. Ele admite que a China compete com a Sadia na exportação de frangos para outros países asiáticos e, por isso mesmo, é importante que tenha de cumprir com a disciplina da OMC.


