São Paulo, 16 (AE) - Brasil e China mantêm um comércio relativamente pequeno, embora não desprezível. A China é o 17º principal destino das exportações brasileiras e o 16º país no ranking de origem das importações. Esse quadro pode mudar com a entrada da China na Organização Mundial do Comércio (OMC) e também por causa de acordos já estão em andamento, como o da General Motors.
De janeiro a junho, o Brasil vendeu US$ 308 milhões aos chineses, 1,38% das exportações totais. O Brasil vende produtos básicos e semimanufaturados à China e importa desde bens de alto valor agregado às quinquilharias que lotam as lojas que vendem tudo por R$ 1,99.
No primeiro semestre do ano 2000, a General Motors começa a exportar picapes Blazer para a China. A venda faz parte do maior contrato de exportação da montadora, no valor de US$ 710 milhões, por um período de 10 anos. A GM do Brasil vai mandar kits do carro, que serão montados na China.
O presidente do Conselho de Administração da Sadia, Luiz Fernando Furlan, considera bom para o Brasil o sinal verde dado pelos Estados Unidos para a entrada da China na OMC. "É sempre bom ter um gigante como a China sob as regras da OMC", comentou Furlan. Ele disse que a China compete com a Sadia na exportação para outros países asiáticos, principalmente o Japão; por isso, é bom que o país passe a se sujeitar às mesmas regras seguidas pelo Brasil.
O governo brasileiro, segundo Furlan, também apóia a entrada da China na OMC, condicionada ao fim das restrições à exportação de produtos brasileiros para a China. Com a entrada na OMC, deixam de valer as restrições individuais.
Os principais itens da pauta de exportações do Brasil para a China são minérios de ferro, soja e pastas químicas de madeira. Juntos, esses três grupos representam quase 80% das vendas externas do Brasil para aquele país.
No primeiro semestre deste ano, o Brasil vendeu US$ 116 milhões em minério de ferro (0,52% das exportações totais), US$ 82 milhões em soja e US$ 31 milhões em pastas químicas de madeira.
O comércio do Brasil com a China diminuiu em 99 - 42% em relação ao mesmo período de 1998 -, sofrendo os efeitos da desvalorização da moeda brasileira e do menor nível de atividade nos dois países. Foi o segundo ano consecutivo de queda. No ano passado, as exportações brasileiras para a China somaram US$ 950 milhões, 17% menos que em 1997.
O Brasil também importa pouco da China: US$ 1,028 bilhão em 1998 e US$ 375 milhões no primeiro semestre deste ano. Em 99, o Brasil importou US$ US$ 17 milhões em aparelhos transmissores, US$ 11,8 milhões em motores e geradores e US$ 12 milhões em máquinas automáticas.

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