Campinas, SP, 16 (AE) - Os cerca de 4 mil metalúrgicos da Robert Bosch do Brasil, maior fabricante de autopeças na região de Campinas, paralisaram hoje as atividades. A categoria, que está em campanha salarial, decidiu não entrar na fábrica depois das assembléias realizadas nos períodos da manhã e a tarde. Amanhã os trabalhadores voltam a se reunir e vão decidir pela continuidade ou não do movimento.
A greve, a princípio é por tempo indeterminado, a Bosch foi a oitava empresa do setor a parar suas atividades desde o dia 8, quando os metalúrgicos iniciaram a campanha salarial na região. Os trabalhadores da Villares, Eaton, de Valinhos, além da Toyota e a Cobraq (fabricantes de freios) ambas de Indaiatuba
paralisaram também na semana passada, em dias alternados, o setor de produção.
A paralisação nas indústrias de autopeças, segundo os sindicalistas, é uma estratégia que vem sendo adotada para pressionar o setor, que não pretende renovar o acordo coletivo, que inclui várias cláusulas sociais, que a categoria conquistou ao longo dos últimos 10 anos. "Além dessa reivindicação estamos lutando também pela inflação de um ano atrás", disse o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos Gerardo Melo.
Para os sindicalistas, a paralisação da unidade da Bosch de Campinas deve influenciar os demais trabalhadores das empresas do setor. "A Bosch tem muito poder sobre as negociações no sindicato patronal", acrescentou o diretor Gerardo. A categoria reivindica além da manutenção das conquistas sociais 10% de reajuste salarial, 10% de aumento real e a redução da jornada de trabalho para 36 horas/semanais, sem redução no salário.

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