São Paulo, 16 (AE) - A 6ª Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) no Município de São Paulo, divulgada hoje pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) da USP, aponta que 61,4% dos domicílios têm renda mensal de até R$ 1.500. Outros 21,3% têm renda que oscila entre R$ 1.500 e R$ 3.000. Acima desse valor, estão 17,3% dos domicílios. Acima de R$ 4.000
apenas 10,9% das famílias.
Na análise da renda per capita, o problema de distribuição de renda do País fica flagrante. Segundo a pesquisa
60,8% dos domicílios têm renda per capita de até R$ 500. Até R$ 1.000, estão 81,6% dos domicílios. Acima desse valor, estão apenas 18,3% dos domicílios de São Paulo.
A pesquisa analisou também os gastos das famílias por faixa de renda. Assim, por exemplo, os gastos com alimentação são declinantes à medida que aumenta a renda do domicílio. As famílias com renda de até R$ 200 gastam 38,7% com alimentos, enquanto as famílias com renda acima de R$ 4.000 gastam 13,3%. Na análise dos gastos per capita, os mais pobres consomem R$ 16 46 contra R$ 168,12 das famílias mais ricas, segundo mostra a pesquisa.
De acordo com a pesquisa, os gastos mais díspares são os com educação. As famílias com renda até R$ 500 praticamente não gastam nada com esse item. Os domicílios com renda entre R$ 1.000 e R$ 1.500 gastam 3,9% de sua renda com educação. As famílias com renda entre R$ 2.000 e R$ 2.500 gastam 6,3%. Acima de R$ 4.000 de renda familiar, o gasto sobe para 11,3%.
O gasto com maior peso para todos os orçamentos familiares é com habitação. Os domicílios mais pobres, com renda de até R$ 200, gastam 25,8% de sua renda. Os mais ricos, com renda acima de R$ 4.000, gastam 28,3%.
Outra despesa com peso praticamente semelhante, para famílias com renda acima de R$ 1.000, é com transporte, que oscila entre 17% e 18% da renda domiciliar paulistana.
As despesas pessoais oscilam entre 12% a 14% para todas as rendas, com exceção das famílias que ganham até R$ 200, que gastam 15,4% com essas despesas. Isso porque o consumo de bebidas alcóolicas e de fumo pesa muito.
A POF constatou também que as mulheres são maioria dos chefes de família dos domicílios com renda até R$ 200, com 55 13%. Na faixa entre R$ 200 e R$ 500, as mulheres e os homens estão muito próximos com, respectivamente, 45,07% e 54,93%. A faixa com maior participação masculina, como chefe da família, é nos domicílios com renda acima de R$ 4.000, de acordo com a pesquisa.

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