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terça-feira, 16 de novembro de 1999
Por Irany Tereza 
Rio, 16 (AE) - A indústria de São Paulo teve em setembro seu melhor desempenho dos últimos 14 meses, embora os índices de produção ainda estejam muito negativos. O acumulado de janeiro a setembro registra um recuo de 7,2% ante o mesmo período do ano passado, mas em setembro a queda de atividade do parque industrial paulista, o maior do País, foi de 2,6%.
Esta é a menor taxa negativa desde agosto de 1998, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e, segundo análise dos técnicos do Departamento de Indústria, leva à perspectiva de que o movimento de recuperação continue pelos próximos meses, mantendo o ritmo lento de retomada das produção.
Mesmo com um total ainda negativo, 12 dos 20 segmentos pesquisados em São Paulo apresentaram expansão. "O resultado ruim na indústria de São Paulo já era esperado porque o Estado reúne a maior frente de produtores de bens de capital e de bens de consumo duráveis, segmentos que mais sofreram as consequências das altas taxas de juros", diz a gerente de Análise de Dados da Indústria do IBGE, Miriam Ferreira. "A queda, porém, está mais reduzida."
A melhor taxa regional coube ao Espírito Santo, que passou a integrar o levantamento no mês passado. O Estado teve, em setembro, uma expansão de 13,6% em relação a igual período do ano passado, e lidera, pelo segundo mês consecutivo, o desempenho industrial nacional. Miriam explica que a aceleração industrial capixaba é um reflexo do aumento das exportações.
Com boa representação da indústria siderúrgica, beneficiamento de minério de ferro e do segmento de papel e papelão, setores tipicamente exportadores, o Espírito Santo vem ampliando seu crescimento e já acumula alta de 6,9% no ano, seguido pelo Rio de Janeiro, que teve seu crescimento de 6,2% no ano garantido especificamente pelo aumento de produção de petróleo. "Não fosse isso, o resultado do Rio seria negativo, pois a indústria de transformação no Estado está caindo em torno de 4%", diz Miriam.
Para a analista, uma das principais surpresas da mostra foi a recuperação da produção industrial em Minas Gerais, que até junho deste ano apresentava resultados negativos e, nos três meses seguintes, teve índices positivos. Em setembro, a produção industrial mineira cresceu 4,7% em relação ao mesmo mês do ano passado.
Com isso, a taxa de 12 meses de Minas, que até junho era de -4,1%, desempenho pior do que a média nacional de -3,2%, passou a ser de -1,7%, enquanto a nacional está em -2,6%. Os resultados regionais de setembro 99 sobre setembro 98 divulgados hoje foram os seguintes: Espírito Santo, 13,6%; Ceará, 7,8%; Rio
7,4%; Minas, 4,7%; Região Sul, 1,2%; Santa Catarina; 1%; Bahia, -5,4%; São Paulo, -2,3%; Nordeste, -2,4%; Paraná, -1,8%; Rio Grande do Sul, -1% e Pernambuco, -0,6%.


