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terça-feira, 16 de novembro de 1999
Por Marli Olmos 
São Paulo, 16 (AE) - O governo começa a assinar amanhã acordos com as empresas que se inscreveram no regime automotivo do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Ford e Mitsubishi já foram chamadas para uma reunião às 18h com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Alcides Tápias. Doze empresas se inscreveram no programa, que foi reaberto depois que a Ford cancelou projeto de nova fábrica no Rio Grande do Sul.
O regime automotivo de desenvolvimento regional prevê redução do IPI em até 32% para empresas que se instalarem nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do País. O prazo de inscrição foi encerrado em 31 de outubro. Das 12 empresas, oito pediram nova inscrição; duas, a extensão dos benefícios do primeiro regime automotivo regional, cujo prazo de inscrição se encerrou em 31 de maio de 1997 para as montadoras e em março de 98 para as empresas de autopeças, e duas - uma de autopeças e uma de motocicletas -, a inclusão no novo regime .
O presidente do grupo MMC, que representa a Mitsubishi, Eduardo Souza Ramos, disse hoje que a assinatura do acordo possibilita que a nova fábrica Mitsubishi entre em operação em 18 meses. O projeto da MMC prevê mais uma fábrica em Catalão, Goiás, onde já existe uma planta do caminhão leve L-200, construída há um ano. O investimento, de US$ 200 milhões, será todo da MMC. Os japoneses entrarão com a tecnologia.
O projeto que Souza Ramos inscreveu representa uma continuação do plano projetado por ele e a direção da Mitsubishi quando decidiram construir a primeira em Goiás. O primeiro projeto consumiu investimento US$ 35 milhões. No mercado, cogita-se que a nova fábrica da Mitsubishi seria feita para produzir o utilitário Pajero. Mas Souza Ramos não quer falar sobre o modelo.
"Entramos no novo regime porque o projeto não seria viável com a fabricação de apenas um modelo. Hoje temos capacidade anual em torno de 8 mil veículos; precisamos chegar a pelo menos 15 mil", explicou. Segundo Souza Ramos, a partir de fevereiro a empresa iniciará os contatos com fornecedores para poder iniciar a produção com 50% de peças nacionais.
A Ford desistiu de construir uma fábrica em Guaíba, Rio Grande do Sul, depois que o governador Olívio Dutra (PT) cancelou o acordo fechado pelo seu antecessor, que dava recursos financeiros para a Ford. O investimento na nova fábrica, que será construída na Bahia, vai somar US$ 1,3 bilhão, incluindo as fábricas dos fornecedores mais próximos. O veículo a ser produzido, chamado de projeto Amazon, é totalmente novo e prevê uma família de versões de um carro pequeno rústico e de um utilitário pequeno.


