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terça-feira, 16 de novembro de 1999
Por Rita Tavares 
São Paulo, 16 (AE) - Os gastos com serviços públicos (energia elétrica, água e esgoto e telecomunicações) e com planos de saúde serão os potenciais vilões na nova metodologia de pesquisa do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do município de São Paulo, a ser adotada em janeiro de 2000.
A partir do resultado da 6ª Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) no Município de São Paulo, divulgada hoje pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), da USP, o coordenador do índice, Heron do Carmo, disse que, com a nova metodologia, o IPC oscilará menos, já que estará menos sujeito a efeitos sazonais. Os meses de junho a setembro, quando o governo autoriza o reajuste das tarifas públicas, será o mais crítico no cálculo do IPC. Os serviços de utilidade pública, com exceção de telefonia, terão peso de 8,3% no cálculo. Os gastos com tarifas de telefonia fixa e móvel somarão 3%. As despesas com planos de saúde passarão de 0,58% para 3,1%.
De acordo com Heron do Carmo, a maior estabilidade do IPC vem em consequência do resultado da pesquisa que, pela primeira vez desde o começo dos anos 70, traz a marca da estabilidade econômica. Além disso, o resultado evidencia a abertura da economia brasileira, com a entrada de produtos estrangeiros que forçaram a queda dos preços no mercado doméstico. Nesse novo perfil, as despesas com serviços cresceram e tendem a aumentar ainda mais.
"Os preços relativos, a partir da economia aberta, estão mais equiparados aos do exterior", afirmou Heron, que descarta as oscilações futuras do câmbio como pressões na composição do IPC. "Esse grau de incerteza não afeta tanto o índice", afirmou Heron do Carmo, explicando que nem oscilações para alto nem para baixo serão críticas.


