Santiago, 12 (AE-AP) - Milhares de médicos dos hospitais públicos paralisaram hoje (12) seu trabalho em todo o Chile, deixando cerca de 17 mil pacientes sem cuidados. A greve foi convocada em protesto contra a decisão do governo de não conceder 30% de aumento salarial para a categoria.
Segundo a organização do movimento, cerca de 9.500 profissionais da saúde aderiram à paralisação em aproximadamente 300 hospitais. Para o governo, entretanto, o número de grevistas não passa de 4.768.
O presidente do Chile, Eduardo Frei, conclamou hoje a categoria a pôr um fim à greve, classificada por ele de "inútil e insensata".
O subsecretário de saúde, Alvaro Erazo, disse que as consultas que não foram realizadas hoje foram adiadas para daqui um mês. De acordo com ele, 16.754 consultas e 795 cirurgias deixaram de ser feitas.
Apenas os médicos dos serviços de urgência e das unidades de tratamento intensivo trabalharam hoje nos hospitais públicos.
Segundo os sindicatos, o salário médio de um médico que trabalha quatro horas por dia está em torno de 200 mil pesos (US$ 365). Eles exigem US$ 827.





