Foggia, 12 (AE-ANSA) - O governo italiano decretou nesta sexta-feira (12) estado de emergência em Foggia (sul do país), onde um prédio de apartamentos ruiu na madrugada de quinta-feira
causando a morte de 34 pessoas e ferimentos em 16. Entre 20 e 30 moradores continuam sepultados sob várias toneladas de blocos de concreto. As esquipes de socorro perderam a esperança de encontrar sobreviventes.
O trabalho de resgate vem sofrendo frequentes interrupções por causa de focos de incêncio que ocorrem a todo instante como consequência do vazamento de gás pela tubulação destruída.
Havia 71 pessoas no interior do prédio no momento em que ele desabou. As causas começaram a ser investigadas pela prefeitura local e por técnicos enviados pelo primeiro-ministro Massimo DAlema. Segundo ele, o estado de emergência em toda a cidade sulina deverá vigorar até 30 de junho do ano 2000. "A finalidade é mobilizar rapidamente recursos financeiros e humanos para a região."
A Promotoria de Foggia, que abriu investigação por "homicídio involuntário", ordenou a retirada de todos os moradores de um edifício vizinho, que foi construído na mesma época do que ruiu (1971) e pelo mesmo empresário. Segundo autoridades locais, o construtor morava no prédio acidentado e figura na lista de desaparecidos.
O governo italiano decidiu elaborar também um plano de inspeção de 25 milhões de prédios em todo o país, cujos moradores denunciaram ruídos estranhos na estrutura e vazamentos constantes de água.

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