Caracas, 12 (AE-ANSA) - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, enfrentou hoje (12) as críticas do setor empresarial, que advertiu sobre as "consequências catastróficas" do projeto de constituição, que deverá ser finalizado pela Assembléia Constituinte neste final de semana.
Segundo Chávez, a máxima representação empresarial venezuelana, a Fedecámaras, "está plantando uma grande mentira", ao mesmo tempo em que a acusou de ser "uma das organizações que têm grande responsabilidade pelo destroço da Venezuela".
O mandatário acredita que o projeto de constituição, elaborado pelos deputados constituintes, "será aprovado" pela maioria no referendo de 15 de dezembro, embora venha enfrentando críticas de vários setores do país, como a Igreja Católica e o empresariado.
Fedecámaras alega que o projeto constitucional é "estatista" e exclui a "participação privada" do desenvolvimento do país ao reservar ao Estado o controle absoluto dos fundos de pensões e o sistema previdenciário, a saúde, a educação e do petróleo, principal fonte de renda do país.
Chávez reiterou hoje que o "neoliberalismo levou à miséria os povos do terceiro mundo". O presidente chamou os empresários à reflexão: "Ponham a mão no coração; vocês também são culpados pela destruição do país".

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