Washington, 12 (AE-AP) - Uma equipe de montanhistas liderada por Bill Crouse e repleta de equipamentos especiais chegou ao topo do Monte Everest e descobriu que a montanha, a mais alta da Terra, mede 8.850 metros, e não 8.848, como diziam os dados oficiais anteriores.
O equipamento levado por Crouse realizou a medida da montanha, com a ajuda de uma rede de satélites. A nova altura foi apresentada hoje (12) por Bradford Washburn, diretor da Expedição do Milênio ao Monte Everest.
Três outras equipes também escalaram o monte como parte do projeto. Cada grupo deixou sensores especiais em pontos-chave do Everest. Os dados foram coletados no início do ano, mas meses foram necessários para que os computadores processassem toda a informação levantada. Para Allen Carroll, da Sociedade Geográfica Nacional (que publica a revista National Geographic), esta é a medida mais confiável do Everest.
A altura tida anteriormente como oficial é de 1954, e foi feita com base em uma média de medições tiradas de vários pontos ao redor da montanha.
O estudo também revelou que o Everest está deslizando para o nordeste, a uma velocidade constante de seis centímetros ao ano, por causa da falha geológica que pressiona a Índia contra o Nepal e a China. É essa pressão a responsável pelo surgimento da cordilheira do Himalaia. "Hoje o Everest já pode estar um pouco mais a nordeste, e um pouco mais alto", disse Washburn.
Em cinco de maio, depois de coletar os dados sobre a altitude no pico do Everest, Crouse cumpriu uma missão extra: removeu a máscara de oxigênio, pegou seu celular via satélite e teclou um número do Estado americano de Colorado. Depois de 20 minutos de tentativas, a ligação foi completada. Crouse então disse alô para a mãe, avisando que estava passando bem, no ponto mais alto da Terra.





