Washington, 12 (AE-ANSA) - O FBI (polícia federal americana) está investigando o comportamento anômalo de alguns membros da tripulação do vôo da Egyptair 990, com a suspeita de que a tragédia "não foi causada por um acidente".
O jornal Boston Globe revela hoje que um dos assistentes de vôo havia telefonado para sua mulher no Egito, pouco antes de subir a bordo do Boeing 767, dizendo que havia "algo errado" sobre o avião e que ele estava "muito preocupado".
Outro membro da tripulação supostamente deixou dinheiro e uma mensagem para seus familiares momentos antes de embarcar no vôo.
Um porta-voz do FBI confirmou que o birô está investigando o comportamento da tripulação. "Há algumas dúvidas no ar", disse ele.
Outra fonte do FBI acrescentou: "Estamos investigando sobre a tripulação em vários aspectos, incluindo os problemas financeiros e as situações pessoais de quem estava a bordo".
O FBI sublinhou, entretanto, que até agora "nada indica uma atividade criminal".
Os primeiros dados da "caixa preta" recuperada no Atlântico mostram que o piloto automático foi desativado por motivos desconhecidos pelo piloto do Boeing 767, para iniciar uma "descida controlada" que terminou com a queda no oceano. No acidente, 217 pessoas morreram.





