São Paulo, 12 (AE) - Após o anúncio da decisão do governador de desistir da teletaxa, o secretário da Segurança Pública, Marco Vinício Petrelluzzi, afirmou não ter um plano alternativo para obter os recursos necessários à modernização do sistema de comunicação da polícia. Petrellluzzi esperava arrecadar R$ 800 milhões em três anos com a taxa.
"Por enquanto, não há planos; até hoje a gente estava pensando na taxa, se não foi possível, vamos continuar trabalhando como estávamos", afirmou. Petrelluzzi disse não ter conhecimento da proposta apresentada na Assembléia Legislativa pelo PTB de vincular uma parte do orçamento do governo aos gastos com investimentos na área da segurança. "Não vejo consistência nela (na proposta)."
Petrelluzi afirmou que não pretende retomar o debate sobre a taxa no próximo ano para reapresentar o projeto. "Não, não é a minha intenção; o governo já tomou uma decisão." Ao responder por que ele achava que o governo não havia conseguido reverter a rejeição da população à teletaxa, Petrelluzzi disse: "Não é que o governo não conseguiu; o governo fez uma proposta, aliás, eu fiz uma proposta, mas, infelizmente, a população não concordou, achou que não é razoável pagar".
De acordo com ele, houve um preconceito geral contra a teletaxa de R$ 2,50 sobre a propriedade de cada linha telefônica. "Toda imprensa foi contra, mas tudo bem, nós vamos continuar a viver."
Plano - Concebido pelo secretário, o plano era usar o dinheiro da teletaxa para a compra de rádios digitais e computadores de bordo para os carros das Polícias Civil e Militar e rádios pessoais para todos os policiais do Estado. Além disso, todos os veículos da polícia passariam a contar com dispositivo de localização por satélite. Para o próximo ano, o orçamento da Secretaria da Segurança é de R$ 3,6 bilhões, dos quais 93% estão comprometidos com o pagamento de funcionários ativos e inativos.

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