São Paulo, 12 (AE) - O estudante de 7.ª série Carlos Alexandre da Silva, de 16 anos, foi morto ontem (11), às 22h30, na frente da Escola Estadual de 1.º e 2.º Graus Pedro Roberto Vaghi, no Jardim Adriana Dois, em Guarulhos, na Grande São Paulo. O adolescente havia acabado de sair da aula e conversava com amigos na Rua Falcão Dourado, quando um Gol branco com seis pessoas parou na porta do colégio. Três delas desceram do carro e começaram a espancar Carlos Alexandre. Ele ainda tentou correr
mas foi atingido por dois tiros, na nuca e no peito, e levado para o Hospital Municipal de Urgências de Guarulhos. A polícia não tem pistas dos assassinos.
Hoje a escola suspendeu as aulas. O enterro do aluno será amanhã (13), às 8 horas, no Cemitério Vila Rio. O crime causou comoção no Jardim Cocaia, onde Carlos Alexandre morava. Os colegas e parentes afirmam que ele não tinha inimigos nem costumava se envolver em brigas. "Já escutamos boatos sobre o motivo da morte, mas ninguém sabe direito; o que mais estão dizendo é que ele teria mexido com uma menina e o namorado veio tirar satisfação", disse o irmão do estudante, Carlos André da Silva, de 21 anos.
O pai do rapaz, João Emídio da Silva, também não entende o que aconteceu. "Ele era querido por todos", afirmou. "Se fosse um mau menino eu falava, mas não, era trabalhador." Carlos Alexandre vivia com os tios e costumava ajudá-los numa borracharia e num salão de beleza. Sua mãe vive em Pernambuco e, até hoje, não sabia da morte do filho.
Medo - Apesar de o crime ter tido testemunhas, ninguém quer falar nada. "Conhecer o assassino a gente conhece, mas quem é que vai dizer?", afirmou uma delas. "Mas isso não vai ficar assim." Na escola, Silva era um aluno comum. "Ele às vezes não aceitava normas, mas isso também se passa com outros alunos", disse a vice-diretora, Rosângela de Paula Vasco.
Os vizinhos dizem que, além de Carlos Alexandre, só neste mês foram mortas mais três pessoas na região. Também são constantes as queixas de vandalismo e falta de policiamento e segurança na Escola Pedro Roberto Vaghi.

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