Brasília, 12 (AE) - O Zoológico de Brasília tem uma nova atração desde sexta-feira da semana passada: um casal de micos-leões-de-cara-dourada nascido em cativeiro. Eles estão dividindo uma área de 16 metros quadrados com seus pais e outros quatro irmãos. Hoje, dia de muita chuva na capital federal, um dos filhotes passou mais de uma hora grudado nas costas da mãe. Exemplares dessa espécie, típica da Bahia, são muito brincalhões e dóceis. E quando há recém-nascidos, todos os outros integrantes do clã ajudam a cuidar deles.
O novo casal foi incluído no "Study Book", um livro com dados de animais ameaçados de extinção, coordenado por uma organização não-governamental (ONG) norte-americana. Um comitê internacional ligado a essa ONG, que doa dinheiro para o Brasil preservar a espécie, escolherá o local para onde serão remanejados alguns dos micos do Zoológico de Brasília. A área onde estão os animais, gradeada e ornamentada com bromélias e palmeiras características da mata atlântica, hábitat dos micos, é adequada para, no máximo, quatro exemplares.
A chancela do comitê é necessária para evitar que um dos micos seja transferido para um local onde já haja um parente. Os micos-leões-de-cara-dourada são alimentados com um mingau que contém aveia, leite ninho e mel. Também comem frutas e pequenos ratos, além de insetos. Esses animais atingem até 600 gramas de peso. O novo casal nasceu com peso dez vezes menor. Reprodução - O Zoológico de Brasília vem, com sucesso, reproduzindo em cativeiro esses animais. Três semanas atrás, comemorou a chegada de um exemplar de cara preta, que hoje corre o maior risco de extinção, segundo informações da assessoria do zôo. É que esses animais necessitam de 40 hectares, no mínimo, para sobreviver na natureza. E os micos-de-cara-preta, originários da faixa da mata atlântica que passa por São Paulo, estão sofrendo com os desmatamentos realizados na região.

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