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sexta-feira, 12 de novembro de 1999
Por Zuleide de Barros, especial para a AE 
Santos, SP, 12 (AE) - O prefeito de Santos (SP), Beto Mansur (PPB), decidiu sugerir ao govenador Mário Covas (PSDB) a convocação de todos os prefeitos dos 645 municípios do Estado para discutir a situação dos menores infratores em São Paulo. Mansur entende que o problema deva ser resolvido regionalmente. O prefeito santista defende a descentralização da Fundação para o Bem-Estar do menor (Febem), através da criação de unidades por região administrativa, de forma que cada município colabore com a reeducação de seus menores. "A responsabilidade é de cada uma das cidades e não dá para jogar tudo para debaixo do tapete", afirmou.
Antecipando-se a qualquer decisão, Mansur já se dispôs a doar um terreno na área continental da cidade para a instalação da unidade santista. "O governador passou a sofrer uma pressão muito forte depois dos episódios que culminaram com a desativação da Febem da Imigrantes, mas temos que lembrar que o problema não é só do doverno do Estado, mas de toda a sociedade", disse. "Tudo o que foi descentralizado, como a educação e a saúde estão funcionando muito bem, por que não as unidades de recuperação de menores?", indaga.
O prefeito acredita que Santos conte atuamente com 60 menores infratores, enquanto em toda Baixada Santista esse número chegaria a 200 menores. De acordo com Mansur, a descentralização serviria, também, para reduzir os gastos com a internação dos menores, hoje em torno de R$ 1.700,00. "É possível realizar um bom trabalho com um número reduzido de adolescentes, o que já não ocorre com unidades que centralizam 1.200 internos, como havia na Febem da Imigrantes, considerada uma universidade do crime", completou.


