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sexta-feira, 12 de novembro de 1999
Por Viviane Mottin 
São Paulo, 12 (AE) - A Companhia Petroquímica Paulista (CPP), joint-venture entre a Odebrecht Química (70%) e a Petrobras (30%) para a construção de um pólo em Paulínia (SP) deverá sair do papel no início do próximo ano. A construção do novo pólo depende da decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que julgará o "Ato de Concentração" na primeira semana de dezembro. E, dentro de um mês, a licença ambiental poderá ser emitida", antecipa Roselice Duarte Medeiros, responsável pela Coordenação de Licenciamento Ambiental e de Proteção aos Recursos Naturais da SMA de São Paulo.
Com capacidade instalada de 600 mil toneladas de eteno a partir do gás natural, para a produção de polipropileno (PP, matéria-prima de embalagens rígidas e peças automotivas), a central de matérias-primas que constitui o segundo pólo petroquímico de São Paulo é a primeira do País a operar com o insumo gás. A segunda será a do Rio de Janeiro.
O Cade julga "Ato de Concentração" a cláusula 8 do contrato assinado entre as signatárias da joint-venture, há dois anos. Aquele ponto foi questionado por não deixar claro se as parceiras serão independentes uma da outra quando optarem por outros negócios na área petroquímica.
Para a Odebrecht Química, a definição sobre a CPP vem em um bom momento, pois até meados do próximo ano, a holding deverá estar capitalizada a partir da venda dos ativos no Pólo de Camaçari. Lá, a Odebrecht Química possui participação na Copene, em uma unidade de PET (Proppet, 49% das ações ordinárias), fábricas de polietileno (OPP Petroquímica) e de cloro-soda (Trikem) - nesse caso, a venda inclui as unidades de PVC e cloro-soda de Alagoas.


