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sexta-feira, 12 de novembro de 1999
Por Regina Silva 
São Paulo, 12 (AE) - O faturamento real do comércio aumentou 4,12% em outubro em comparação a setembro, na região metropolitana de São Paulo, e 2,37% no período dessazonalizado. Desconsiderado o comércio de veículos, o faturamento sobe para 6 12% em relação ao mês anterior e 3,86% na série dessazonalizada. Os dados são da prévia da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), realizada pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FCESP).
Os setores mais afetados pela crise econômica, segundo revela a análise, são o de duráveis (lojas de departamento e de utilidades domésticas) e de automóveis. De janeiro a outubro de 99 e na comparação a igual período do ano passado, os setores registraram queda de 3,87% e de 37,56% respectivamente.
A explicação para o resultado negativo, segundo o economista da FCESP Fábio Pina, é a escassez das linhas de crédito e a queda nos rendimentos médios da população consumidora. "Bens de maior valor deixaram de ser prioridade para o consumidor. Já o setor da construção civil depende muito de investimentos de longo prazo", acrescenta.
De acordo com a prévia da PCCV, o segmento de semiduráveis, representado em grande parte pelos vestuários, deixou o comércio varejista surpreso. Apesar da extensão do inverno e o atraso do verão, a queda do faturamento no ano ainda é uma incógnita para os analistas. De janeiro a outubro de 99, em relação a igual período de 98, o item ficou negativo em 11 48%, segundo a pesquisa.
O desempenho positivo ficou por conta dos supermercados, em parte relacionado à substituição de consumo, diz Pina. "Quem iria comprar um automóvel ou dar entrada em um imóvel preferiu manter uma poupança mais elevada a ficar devendo num momento de crise". O segmento de não duráveis vendeu em outubro 5,62% a mais do que em setembro e 0,80% em relação a outubro do ano passado. Nos dez primeiros meses de 1999, o faturamento é 12,23% superior a igual período de 1998.


