São Paulo, 12 - As vendas e produção de cimento no País devem crescer apenas 1% este ano devido à retração da economia. O resultado vai interromper um ciclo de crescimento do setor, com picos de até 10% ao ano, permitindo um salto de produção de 25 milhões de toneladas em 1994 para 40 milhões de toneladas em 1998. O diretor executivo do Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (Snic), João Batista Fiuza, admite que o setor tem repassado alguns aumentos de custos ao preço final do produto "como forma de suportar os ajustes do óleo combustível e energia elétrica, principais insumos do setor na composição de seus custos".
No acumulado do ano, até outubro, a produção e venda de cimento tiveram crescimento de 0,78% sobre igual período do ano passado. "Isso mostra que ainda não chegamos a 1% sobre o ano passado. Mas, temos dois meses para chegar a este percentual. Muita gente duvidava que o crescimento seria pequeno", salientou.
Fiuza mostrou que em outubro último a produção e vendas do setor chegaram a 3,520 milhões de toneladas, contra 3,536 milhões de toneladas de igual período de 98, uma perda de 0,5% na comparação. "A perda pode ser atribuída a um dia a menos de produção em 99. Um dia dá em média 140 mil toneladas a menos no mês". O preço da tonelada de cimento no País está em US$ 55, contra preços internacionais de US$ 75 a 85.

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