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sexta-feira, 12 de novembro de 1999
Por Mariana Martinez 
São Paulo, 12 (AE) - O governador de São Paulo, Mario Covas, esteve reunido na manhã de hoje (12), no Palácio dos Bandeirantes, com um grupo de empresários japoneses para discutir a destinação de US$ 385 milhões do Japan Bank for International Cooperation (JBIC) para continuidade das obras de aprofundamento da calha do Rio Tietê e negociar futuros investimentos no Estado que somam aproximadamente US$ 2 bilhões.
O financiamento para as obras do Rio Tietê, consideradas prioritárias tendo em vista o problema das enchentes na Capital paulista, já foi aprovado, mas sem data definida para liberação dos recursos. Segundo o governador Mario Covas, os trabalhos terão início assim que o dinheiro for recebido e devem ser finalizados em aproximadamente dois anos. "O primeiro objetivo, que é o Rio Tietê, terá uma solução de curto prazo; os demais serão discutidos com mais tempo", disse Covas.
O representante do JBIC no Brasil, Noriaki Kishimoto, afirmou estar apenas "esperando uma resposta do governo japonês" para destinar os US$ 385 milhões. Segundo o secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, Yoshiaki Nakano, esse montante corresponde à sobra dos recursos inicialmente previstos, de US$ 560 milhões, para a realização da primeira etapa das obras no rio, já concluídas. Como essa fase das obras consumiu apenas US$ 175 milhões, está em negociação o uso do restante para o término do trabalho.
A vinda dos empresários japoneses a São Paulo para avaliar os projetos de infra-estrutura em andamento no Estado, deve-se ao fato de que, a princípio, os financiamentos seriam feitos pelo Overseas Economic Cooperation Fund (OECF), que em outubro se fundiu com outra instituição financeira, o Eximbank japonês, dando origem ao JBIC.
Entre os outros projetos em fase de discussão que devem contar recursos da instituição japonesa está o Rodoanel, já em fase de execução. O JBIC pode vir a participar do programa de financiamento de outros trechos da anel viário, juntamente com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), mais recursos do Tesouro paulista e da União, que somados ultrapassam US$ 1,6 bilhão. Também estão previstas obras de extensão do Metrô e de recuperação ambiental da Baixada Santista.


