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quinta-feira, 11 de novembro de 1999
Por Gilse Guedes e Edson Luiz 
Brasília, 11 (AE) - Deputados da CPI do Narcotráfico estão andando armados e com segurança policial. O relator da comissão, deputado Moroni Torgan (PFL-CE), e o sub-relator, Pompeo de Mattos (PDT-RS), já foram ameaçados. Torgan hoje anda com uma pistola 9 milímetros e um revólver calibre 38 e Mattos, com dois agentes federais.
O deputado Lino Rossi (PPB-AL), que tem uma pistola austríaca Glock e uma espingarda calibre 12, conta ter recorrido ao Ministério da Justiça para conseguir um porte de arma. "Na hora que entro no meu quarto, só estou eu e Deus", justificou. Rossi afirmou que começou a ficar preocupado com sua segurança depois que a comissão começou a investigar o envolvimento do ex-deputado Hildebrando Pascoal com o tráfico de drogas e assassinatos.
Brincando com o fato de que Torgan porta uma arma na cintura e outra na perna, Rossi revelou que carrega sua pistola mas, quando chega na Câmara, desarma-a e guarda em uma gaveta: "Até minha filha, que tem 18 anos, já sabe atirar", disse.
A deputada Laura Carneiro (PFL-RJ) e o deputado Robson Tuma (PFL-SP) pediram proteção e hoje andam com agentes da PF. Já o presidente da CPI, deputado Magno Malta (PTB-ES), e o deputado Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ) dispensaram armas e policiais. Biscaia, no passado, teve proteção quando era procurador-geral de Justiça e divulgou lista de propinas do jogo do bicho no Rio, em 94.


