Rio Branco, 11 (AE) - A denúncia apresentada ontem (10) pelo Ministério Público Estadual (MPE) por homicídio qualificado contra o ex-deputado Hildebrando Pascoal e mais seis pessoas poderá levar para a prisão mais quatro integrantes da família do ex-parlamentar. Se a denúncia for aceita pelo juiz da Vara do Tribunal do Júri, Marco Antonio Nunes Barbosa, serão presos preventivamente o irmão de Pascoal, Pedro, o seu primo Amaraldo e mais dois outros integrantes da família - cujos nomes, além de um terceiro, foram mantidos em sigilo porque ainda estão em liberdade.
A expectativa é de que a decisão seja proferida amanhã (12) por Barbosa. De acordo com promotores, os denunciados estão sendo vigiados por agentes da Polícia Federal (PF).
A intenção é evitar que consigam fugir, caso os nomes que constam da lista sejam tornados públicos antes da decisão judicial. O MPE pediu a prisão preventiva e abertura de processo criminado por homicídio qualificado.
Os réus são acusados de torturar e assassinar o mecânico Agílson Santos Firmino, de 25 anos, o Baiano. De acordo com a denúncia, Baiano teve os braços e as pernas serradas com uma motoserra e os olhos perfurados antes de ser morto.
A tortura ocorreu para que Baiano revelasse o esconderijo de seu patrão, José Hugo, que assassinou a tiros o sub-tenente da Polícia Militar e irmão de Hildebrando Pascoal, Itamar Pascoal. Antes da morte de Baiano, o seu filho, de 13 anos, Wilder, também foi torturado com uma faca e depois assassinado. Os restos do corpo de Baiano foram atirados numa rua, próximo de uma emissora de televisão local.
O pistoleiro Raimundo Alves de Oliveira, o Raimundinho, principal testemunha de acusação contra Pascoal, depôs hoje na Vara do Tribunal do Júri. Ele negou ter tentado executar o ex-secretário municipal das Finanças Walterlúcio Bessa Campelo. O atentado ocorreu em maio de 1997.

mockup