Campinas, SP, 11 (AE) - A CPI do Narcotráfico está examinando dois processos sobre lavagem de dólares que correm na 1ª Vara Criminal da Justiça Federal em Campinas. Os comerciantes Ed Wanger Generoso, José Ricardo Xavier e o gerente de banco Odair Zampieri foram denunciados em 1994 pelo então procurador geral da República José Osmar Pumes por abertura de contas fantasmas. Há suspeitas de que o esquema teria ligações com o empresário Paulo Cesar Farias (PC).
Os parlamentares que integram a CPI querem descobrir se os acusados estão ligados ao crime organizado na cidade. A conta fantasma aberta com o nome fictício de Vitor Roberto Batista movimentava valores elevados. No processo, constam depósitos feitos em favor de pelo menos dez empresas na cidade, que agora estão sob investigação da Justiça Federal.
Apesar da suspeita, as investigações realizadas até agora não conseguiram evidenciar a participação de PC Farias no esquema. "Não há nenhuma prova concreta a esse respeito", diz o procurador autor da denúncia. Mesmo assim, a CPI pretende aprofundar a apuração a fim de saber se um suposto esquema montado por PC estaria sendo retomado pelo empresário Willian Walder Sozza, foragido há quase um mês.
AVIÃO - O Ministério Público de Campinas (SP) também está investigando a possível ligação entre roubos de aviões na região com o crime organizado. Segundo o Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), há indícios de que o avião Seneca 3, prefixo PT RQN, roubado no dia 11 de julho no Aeroclube de Campinas, esteja sendo utilizado para o tráfico internacional de drogas. A suspeita é de que a aeronave teria sido levada para Ponta Porã (MT), zona fronteira considerada uma das portas de entrada das drogas no País.
O avião estava num dos hangares do aeroclube quando foi roubado por quatro homens encapuzados. Os ladrões chegaram durante a madrugada, permaneceram por cinco horas no hangar e tomaram como refém o piloto Neslem Sales. O grupo esperou o dia amanhecer para decolar com a aeronave. O proprietário do avião, Geraldo Lino Marques, diz que o Seneca estava avaliado em US$ 160 mil.

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