Brasília, 11 (AE) - A aprovação de uma emenda para incluir os líderes dos partidos no Congresso no órgão de controle externo de atividade de inteligência vai adiar a sanção do projeto de lei que institui o Sistema Brasileiro de Inteligência e cria a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Aprovado hoje no Senado, o texto terá que ser reexaminado pelos deputados. Serão criados os cargos de diretor-geral e de diretor-geral adjunto da Abin, de natureza especial, e 111 cargos de comissão.
O texto fixa que as atividades de inteligência serão desenvolvidas com a finalidade de fornecer subsídios ao presidente da República nos assuntos de interesse nacional. A Abin somente poderá comunicar-se com os demais órgãos da administração pública direta, indireta ou das fundacões com o conhecimento prévio de seu dirigente ou de um seu delegado.
Depois de votar a favor do projeto, o senador Paulo Hartung (PPS-ES) disse esperar que o novo órgão tenha clareza na sua missão, "e a sua missão não é chantagear, não é privilegiar empresários com informações". De acordo com Hartung, o sistema de inteligência e a agência devem se limitar a informar o governo e a proteger os cidadãos.

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