Teresina, 11 (AE) - A Polícia Federal apreendeu mais de mil notas fiscais falsificadas pela quadrilha do coronel José Viriato Correia Lima, chefe do crime organizado no Piauí. O delegado Aírton Franco, que apura lavagem de dinheiro público pela quadrilha, diz que prefeituras do Piauí podem ter usado as notas para camuflar desvio de verbas públicas federais.
A quadrilha operava com 50 firmas fantasmas, segundo o contador João Matos, que trabalhava para Correia Lima. Mas o crime poderia ter um número ainda maior de empresas de fachada. Hoje, a Secretaria da Fazenda informou que este ano foram canceladas as inscrições estaduais de quatro mil firmas, 1,8 mil das quais no mês passado.
O secretário da Segurança Pública, Carlos Lobo, revelou hoje que havia um plano para assassiná-lo. A Polícia desmantelou a trama, mas as investigações prosseguem em sigilo. O plano era matar o secretário no feriado de Finados, quando ele deixasse Teresina para descansar numa fazenda de sua propriedade. "Esta não foi a primeira e não será a última vez, infelizmente, que esses bandidos vão querer atentar contra a minha vida", disse Lobo.
O superintendente da Polícia Federal, Robert Magalhães, vai receber na semana que vem três deputados da CPI do Narcotráfico. Os deputados irão a Teresina investigar a ligação do crime organizado no Piauí com o tráfico de drogas. Magalhães confirma que a ligação existe, porque a quadrilha que age no Estado roubava cargas e veículos e contrabandeava armas. "São três atividades criminosas complementares ao tráfico de drogas", diz o delegado.

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